sábado, 13 de junho de 2015

          ATO EM DEFESA DO TOMBAMENTO DO ANTIGO PRÉDIO DA CASA DE CÂMARA E CADEIA


            Alunos da UnB (Comunicação Comunitária – Comcom/UnB) reuniram-se hoje pela manhã na Praça do Museu e de lá seguiram para o antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia (hoje Casa do Artesão), localizado na Avenida Marechal Deodoro, num ato em prol do tombamento, restauração e preservação daquela casa, há décadas abandonada pelo poder público.
Devido às largas rachaduras nas paredes e no teto, o antigo prédio da Casa de Câmara e Cadeia recebeu a visita da Defesa Civil, que interditou o prédio.
            O Ato em prol do Tombamento, Restauro e Preservação da Casa de Câmara e Cadeia foi organizado pela Associação dos Amigos do Centro Histórico, e contou com o apoio da Comcom/UnB e da Academia Planaltinense de Letras (APL), ali representada pelo seu Secretário Joésio Menezes.
            Ao final do evento, o antigo prédio recebeu um abraço simbólico dos alunos e demais presentes, por meio do qual ficou selado o compromisso de continuarem lutando pelo seu tombamento.



















terça-feira, 5 de maio de 2015

Fernando Pessoa, Patrono Máximo da APL, é tema de curso gratuito na Fundação Santo André (FSA) 

Durante este mês, a FSA (Fundação Santo André) promove o curso de extensão gratuito "Fernando Pessoa: literatura e política", coordenado pelo prof. Dr. Juarez Donizete Ambires.
As aulas acontecem durante quatro sábados nas dependências da Fundação e, em cada encontro, um tema será abordado por meio de leitura de textos, filmes, exposição e/ou discussão com o grupo.
O curso é direcionado a qualquer interessado e a inscrição deve ser feita presencialmente no primeiro dia de aula. Os encontros serão ministrados pelos professores Dr. Juarez Donizete Ambires e Dra. Maria Antônia Dias Martins.
"O objetivo do curso é subsidiar os participantes com informes sobre Fernando Pessoa, o poeta na história de Portugal, a poesia dos heterônimos e a poesia do ortônimo", explica o professor Juarez.
Aos amantes da literatura, o professor diz que o curso será um espaço de ampla discussão e aprendizado: "Os heterônimos de Fernando Pessoa, que são Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos, nos farão descobrir a genialidade do poeta".
As aulas acontecem nos dias: 09, 16, 23 e 30 de maio, das 14h às 17h, na sala 31 da FAFIL (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras), na Fundação Santo André (Avenida Príncipe de Gales, 821- Vila Príncipe de Gales - Santo André).


terça-feira, 28 de abril de 2015

APONTAMENTOS SOBRE O BERÇO DA CABO-VERDIANIDADE


por Pedro Silva*

Após vários anos de afastamento literário, nada melhor para retomar o labor do que abordar um encantamento. Longínquo, mas próximo do coração. Distante, mas perto da alma. Cidade Velha, o berço de onde brotou Cabo Verde!
Fixemos a nossa mente em 1460 ou 1462 como o momento mais importante da sua história, nada consegue disfarçar a questão principal: mais de cinco séculos de vivência quotidiana, repleta de fatos, feitos e figuras. A começar pelos navegadores Diogo Gomes e António da Noli, este último com origens em Génova, cidade-estado italiana que deu ao mundo alguns dos melhores marinheiros do passado. Cabem, aqui, também referências a Vasco da Gama, Cristóvão Colombo ou Américo Vespúcio que, algures no período dos Descobrimentos Portugueses, por ali passaram, na qualidade de porto de escala crucial para a navegação atlântica.
Anglófonos como Francis Drake ou o naturalista Charles Darwin aqui deixaram a sua marca. O primeiro, com cariz destrutivo (conforme escreve um dos maiores especialistas da história local, Nuno Rebocho, no seu texto, disponível em: cidadevelha1462.blogspot.pt/2014/01/0487-dois-seculos-de-historias-de.html, Dois séculos de história de corsários na Ribeira Grande de Santiago, Cidade Velha), em “1585, Francis Drake, com uma força de cerca de 1000 homens, desembarca em S. Martinho, durante a noite percorre a distância que separa da Ribeira Grande, atacada na madrugada de 17 de Novembro. A população já abandonara a cidade e o saque não terá sido o que os corsários esperavam: por desforra, tudo rapinam, até os sinos das igrejas, e incendeiam Ribeira Grande.” Já o segundo, teve o condão de, ali, dar início à sua Origem das Espécies, título que o catapultou para a fama – independentemente dos detratores – e que por arrastamento histórico deveria colocar a Cidade Velha no topo das enciclopédias universais.
Quiçá mais importante ainda foi a presença do Padre António Vieira, já no século XVII (Natal de 1652). Não apenas defende, de forma acérrima, a ideia de uma escola como também critica a horrenda prática da escravatura. Algum tempo depois, naquela que é a primeira cidade fundada por portugueses em África, nasceria também a primeira escola missionária portuguesa. A sua voz foi menos escutada no que ao comércio de seres humanos diz respeito, pois só em 1869 foi abolida a escravatura no império português.
Todas estas informações históricas, e muitas mais, poderão ser encontradas na obra Cidade Velha, Ribeira Grande de Santiago, com edição da Fundação João Lopes e da Publicom e organização de João Lopes Filho, douto historiador de Cabo Verde.
Não é, porém, a História que aqui nos traz. Ou pelo menos, não é “apenas” a História. Se foi ela que aqui nos trouxe, tornar-se-ia o sentimento na principal razão da confecção deste texto.
No momento em que pousamos no aeroporto da Praia, iniciado estava um dos momentos mais importantes da nossa vida. Pisar o mesmo solo que tais figuras históricas haviam prestigiado com a sua presença. Temperatura amena. Um doce cheiro no ar. Ainda assim, o mítico vento local por vezes teimava em fazer-nos sentir, na pele, a sua preponderância. Meses antes, a Natureza voltara a ser cruel, destruindo a povoação de Chã das Caldeiras e, agora, o vento mostrava que é ela, e não o Homem, que manda.
O trajeto foi tranquilo. Tal como é apanágio de tudo em Cabo Verde. Paz. Sossego. Tranquilidade. Sinônimos de um país. Âmago de um povo. E, finalmente, a Cidade Velha chegava, aos nossos (já) encantados olhos. Casas simples e tradicionais, mas cuidadas, fugindo ao desgostoso aspecto visual das cidades modernas europeias repletas de caixões gigantes, uniformizados numa volumetria excessiva e gritando de forma aberrante aos nossos sentidos. Pessoas simples, mas educadas, atentas e informadas. Beleza natural. Beleza histórica. Monumentos. Maravilhas da Natureza. Vestígios do passado, legados pelo Homem, comprovando que o ser humano não tem, apenas, capacidade para destruir, mas pode – se assim o entender – colocar o seu intelecto ao serviço da Humanidade e criar obras tão impactantes como o Convento de São Francisco (século XVII) ou a Fortaleza Real (do século XVI) – mais informações em http://www.cmrgs.com.
Porém, a título meramente particular, nada nos tocou mais, em termos arquitetônicos, que a Igreja de Santa Teresinha (São Martinho Grande - povoação pertencente ao município, onde mora grande parte da nossa pessoa), a Rua Banana e o Largo do Pelourinho. Pequenos espaços, pequenos momentos, memórias gigantes e eternizadas no nosso coração e alma. E as pessoas, claro, sempre as pessoas: acima de tudo estas pessoas humanas – pese o pleonasmo – como raramente se encontra nos dias de hoje. Porque, por mais que o capital tente escorraçar o sentimento, nada se consegue fazer sem humanidade e sem a Humanidade.
Não foi o dinheiro que tornou a Cidade Velha naquilo que ela é hoje: um espaço onde a morabeza se sente indelével. Foram os seus habitantes. Em períodos de maior ou menor sofrimento - fruto de ataques e invasões externas ou, por outro lado, mercê das intempéries – jamais esta povoação deixou de contar com a entreajuda de todos e com a presença de um sorriso natural. Nos momentos que foram para chorar, deixaram-se as emoções fluir. Sabendo, porém, que o futuro poderia ser risonho. Como acreditamos piamente que possa ser após esta atenta – ainda que curta – visita in loco.
Um pouco de nós ficou ali, plasmado nas ruas que calcorreamos; nas pessoas que conhecemos; no conhecimento que absorvemos. Nada será igual na nossa vida. Aquela que nasceu, historicamente, Ribeira Grande, tornar-se-ia eternamente Cidade Velha e que, agora, tem a denominação oficial de Ribeira Grande de Santiago. Pese embora a toponímia, para nós será – para todo o sempre – conhecida como o Paraíso.

(*Pedro Silva, escritor português, é Sócio Correspondente da APL desde dezembro de 2012.)


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

FERCAL ESCREVENDO SUA REGIÃO


Na manhã de hoje, dia 10/12, o Centro Educacional Fercal promoveu o lançamento do livro FERCAL ESCREVENDO SUA REGIÃO, fruto do “Projeto de Incentivo à Leitura e à Produção Textual”, de autoria do professor e escritor Vanilson Reis, titular da cadeira nº 12 da Academia Planaltinense de Letras (APL).
A APL esteve lá representada pela sua Presidente, Geralda Vieira, e pelo seu Secretário, Joésio Menezes.










segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

FESTA DA LÍNGUA
1ª MOSTRA CULTORES E CANTARES DA LÍNGUA PORTUGUESA


Durante todo o dia do último sábado, 06/12, artistas e ativistas culturais do Gama, Paranoá e Planaltina-DF reuniram-se na Praça do Museu, localizada no Centro Histórico da cidade, para celebrar os 800 anos de oficialização da Língua Portuguesa. A festa, organizada pela Banca de Poetas e pela Casa Agostinho da Silva, teve como colaboradores a APL, o Instituto Cerratense Paulo Bertran, a Unifam, a Casa Viva (do Paranoá), a UnBTv e a Administração Regional, que proporcionaram ao público presente um dia aconchegante e alegre, regado a música, dança, oficinas de catira e de livro de pano, teatro de bonecos e contação de histórias infantis.
O momento musical foi aberto pelo coral formado por estudantes da UnB, que deu um show à parte na culminância na Semana de Arte e Cultura de Planaltina. Em seguida, subiram ao palco Israel Colonna e sua banda, que abrilhantaram o pôr do Sol planaltinense tocando clássicos da MPB. E quem fechou o momento musical foi Martinha do Coco (do Paranoá) que, na companhia dos integrantes do seu grupo, animou a noite dos convidados com muito maracatu e dança do coco.
A culminância do evento se deu com um sarau de poesias, em que participaram os poetas: Ádyla Maciel, Cleudes Pessoa, Doni Pitalurgui, Joésio Menezes, José Garcia Caianno (o poeta Dedé), Lúcia Helena de Sá, Luiz Felipe Vitelli, Mário Castro e Wilson Osmar de Jesus, e que contou, ainda, com a presença de Geralda Vieira e Xiko Mendes, Presidente e Vice-Presidente da APL, respectivamente.
            Na ocasião, o professor e escritor Joésio Menezes (da APL) promoveu o lançamento do seu 11º trabalho literário: BÊ-A-BÁ DO ABC, o primeiro voltado ao público infantil.